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Poda de borda: oportunidade e cautela

Poda de borda: oportunidade e cautela

A poda de topo nas bordas dos pomares tem sido estudada como uma possível estratégia no manejo do greening, principal doença da citricultura. A técnica busca estimular brotações nas plantas da borda para atrair o psilídeo, inseto vetor da doença, concentrando ali o controle químico. No entanto, resultados de pesquisas conduzidas pelo Fundecitrus e pela Embrapa indicam que a prática exige cautela e não deve ser adotada de forma isolada.

Os estudos, realizados ao longo de três anos em pomares comerciais no interior de São Paulo, mostraram que a poda de topo pode aumentar significativamente a emissão de brotações e, consequentemente, atrair mais psilídeos para essas áreas. Embora isso possa facilitar o direcionamento das pulverizações, o efeito sobre a incidência do greening varia conforme a variedade. Em plantas da variedade Hamlin, por exemplo, houve aumento da doença nas áreas podadas quando o controle do vetor não foi rigoroso.

Diante dos resultados, os pesquisadores destacam que a poda de topo pode até ser incorporada ao manejo, desde que integrada a outras estratégias, como controle químico eficiente, rotação de inseticidas e eliminação de plantas doentes. Sem esse conjunto de ações, o risco é de que a prática aumente a pressão da doença em vez de reduzi-la.

Mais detalhes sobre esse assunto você encontra na revista Citricultor número 63: https://www.fundecitrus.com.br/noticias/revista/o-poder-do-caulim/