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Fundecitrus debate expansão da citricultura e controle do greening na Expocitros 2026

Fundecitrus debate expansão da citricultura e controle do greening na Expocitros 2026

No penúltimo dia da Expocitros 2026, realizada nesta quinta-feira (28), em Cordeirópolis, o Fundecitrus participou da sessão de palestras “Foco, Eficiência e Controle”, levando ao público técnico e aos citricultores discussões sobre os principais desafios fitossanitários da citricultura brasileira.

Entre os destaques da programação esteve a palestra “HLB: como proceder nas novas regiões citrícolas”, ministrada pelo engenheiro-agrônomo e coordenador do departamento de Transferência de Tecnologia do Fundecitrus, Ivaldo Sala.

Durante a apresentação, Sala explicou que a expansão da citricultura para novas regiões ocorre devido à alta incidência de greening em maior parte das regiões do cinturão citrícola tradicional. Por isso, os produtores buscam áreas com menor pressão da doença e condições mais favoráveis aos pomares. “Nas regiões de expansão, a população do psilídeo tende a ser menor devido às temperaturas mais elevadas, que reduzem a aquisição da bactéria pelo inseto, diminuindo a pressão da doença”, afirma.

Apesar do cenário mais favorável, Sala alerta que o greening e o psilídeo já estão presentes em todas as regiões de novos plantios, exigindo atenção constante dos produtores. “Até o momento, não foi identificada resistência do psilídeo aos piretroides e neonicotinoides nessas regiões, o que amplia as opções de controle. Por isso, o manejo deve começar desde a implantação dos pomares, com foco nos pilares do pslídeo e na prevenção greening”, ressalta.

Ajuste no foco do controle do HLB

Em seguida, o pesquisador Renato Bassanezi apresentou a palestra “Ajuste no foco do controle do HLB”, destacando que apenas interromper o ciclo do psilídeo no pomar não é suficiente. O principal desafio é evitar a transmissão da bactéria causadora da doença. “O momento mais crítico é o período de brotação, quando a planta fica mais vulnerável. Por isso, é necessário monitorar constantemente e proteger as brotações com aplicações mais frequentes de inseticidas”, afirma.

Para o pesquisador, o controle do greening não pode depender de uma única medida. É necessário adotar ações complementares, já que nenhuma ferramenta disponível elimina totalmente a transmissão da bactéria. “A eliminação de plantas doentes, dentro e fora do pomar, é essencial para reduzir fontes de contaminação. O sucesso do manejo depende da combinação de ações contínuas, integradas e preventivas”, ressalta.

Mais um ano presente na Expocitros 2026, o Fundecitrus reforçou a importância do manejo integrado e da disseminação de conhecimento técnico para reduzir os impactos do greening na citricultura.