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Derriça na colheita contribui para estimativas mais precisas da safra

Derriça na colheita contribui para estimativas mais precisas da safra

A Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) do Fundecitrus passou a contar, na safra 2026/27, com um aprimoramento na metodologia de mensuração de perda de frutos: a derriça na colheita.

Até então, a metodologia utilizava o chamado método da coroa, aplicado em todas as estimativas anteriores e mantido neste ano como parte complementar do monitoramento. Nesse sistema, é construída uma barreira de terra ao redor da projeção da copa de três árvores consecutivas àquelas derriçadas em março e abril. Mensalmente, agentes de pesquisa visitam os talhões para contabilizar os frutos caídos dentro da área delimitada e identificar as causas da queda.

Com a inclusão da derriça na colheita, o método ganhou uma nova camada de precisão, que consiste em colher, contar e pesar os frutos da árvore vizinha àquela utilizada na estimativa inicial de safra, em março e abril, mas do lado oposto ao da coroa. Frutos que já estavam no chão não entram na contabilização. A diferença entre o número de frutos registrados no início da safra e o número efetivamente colhido permite uma estimativa mais precisa da perda total de frutos ao longo do ciclo.

Segundo Guilherme Rodriguez, gestor da Pesquisa de Estimativa de Safra do Fundecitrus, a nova metodologia é resultado de estudos realizados nas últimas safras. “A derriça na colheita foi amplamente estudada para fundamentar a estimativa da perda de frutos na safra atual. Para isso, mais de mil talhões foram avaliados”, explicou.

De acordo com Rodriguez, a combinação entre a derriça na colheita e o monitoramento mensal pelo método da coroa permite elevar a confiabilidade dos dados obtidos em campo. “Com base na derriça na colheita, é possível identificar a diferença entre os frutos produzidos pela planta e aqueles que efetivamente chegaram à fase de colheita. Além disso, o monitoramento da coroa é fundamental para acompanhar a evolução da queda dos frutos e compreender os fatores que contribuíram para essas perdas.”, afirmou.

A atualização metodológica representa um avanço importante para a PES, referência para o acompanhamento da produção de laranja do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro.