O Fundecitrus se reuniu, na semana passada, com produtores da região de Lucianópolis (SP), para reforçar estratégias de manejo voltadas à redução da população de psilídeos nos pomares comerciais. O encontro ocorreu em um momento decisivo para o controle do greening, período em que os citros iniciam a principal emissão de brotações do ano.
Entre julho e outubro, dependendo da região produtora, os pomares podem concentrar de 50% a 80% de todas as brotações anuais. Esses novos ramos são o principal local de alimentação e reprodução do psilídeo, inseto transmissor da doença. Com o retorno das chuvas, a emissão de brotações tende a se intensificar, favorecendo também o aumento da população do vetor. Diante desse cenário, o Fundecitrus recomenda reforçar o monitoramento dos pomares, realizar pulverizações nos intervalos mais adequados, eliminar plantas com sintomas de greening e manter o manejo regional, com propriedades vizinhas atuando de forma coordenada.
Durante a reunião, o engenheiro-agrônomo do Fundecitrus, Murilo Piccin, apresentou resultados de pesquisas desenvolvidas pela instituição sobre o manejo regional do psilídeo, o uso de caulim como ferramenta complementar de controle e a influência do volume de calda na eficiência das pulverizações, conciliando maior eficácia no controle do inseto com melhor rendimento operacional. “Este é um dos períodos mais importantes para o manejo do greening. As brotações favorecem a multiplicação do psilídeo e, por isso, é essencial que o controle seja intensificado e realizado de forma sincronizada entre os produtores para reduzir a pressão da doença na região”, explica.






