O Fundecitrus realizou, na última semana, dois encontros com citricultores e profissionais da citricultura nas regiões de Mogi Guaçu e Pirassununga (SP) para discutir estratégias de manejo voltadas à redução da incidência do greening nos pomares. Durante as reuniões, foi destacada a proximidade do período de pico populacional do psilídeo, previsto para o fim do inverno e o início da primavera, quando ocorre maior emissão de brotações nas plantas cítricas.
O engenheiro-agrônomo do Fundecitrus, Arthur Tomaseto, ressaltou que o aumento da população do vetor exige atenção redobrada dos produtores e a adoção rigorosa das medidas de manejo recomendadas. “Quando o assunto é greening, é fundamental que o trabalho seja planejado e executado de forma coordenada. Essas reuniões são importantes para definirmos estratégias de ação com o objetivo de realizar o controle regional do psilídeo, por meio da sincronização das pulverizações entre propriedades vizinhas. Essa prática contribui para reduzir a população do inseto, diminuir as fontes de infestação e aumentar a eficiência das medidas de controle”, explica.
O combate ao greening depende da adoção integrada de práticas de manejo, como a inspeção frequente dos pomares, a eliminação de plantas com sintomas da doença e o controle eficiente do psilídeo. Nesse contexto, a atuação conjunta dos citricultores é considerada fundamental para reduzir o avanço da doença e preservar a sustentabilidade da citricultura.
Segundo Tomaseto, os encontros também favoreceram a troca de experiências entre produtores e especialistas, fortalecendo a conscientização sobre a importância do engajamento de toda a cadeia citrícola no enfrentamento do greening. “Além do alinhamento das ações de controle, essas reuniões regionais promovem o compartilhamento de informações e reforçam a necessidade da participação de todos para que o manejo seja mais eficiente e os resultados sejam alcançados em escala regional”, finaliza.






