DOENÇAS E PRAGAS

PINTA PRETA
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Pinta Preta

A pinta preta é uma doença causada pelo fungo Guignardia citricarpa (Phyllosticta citricarpa), que ataca folhas, ramos e, principalmente, frutos de todas as variedades de laranjas doces, limões e tangerinas, à exceção da lima ácida ‘Tahiti’, na qual não são observados os sintomas.

A doença é disseminada por meio de mudas, restos de material vegetal e chuvas com vento. Não provoca alterações no sabor, o que permite a comercialização dos frutos para a indústria de suco. Os frutos infectados, entretanto, ficam impróprios para o mercado in natura devido aos danos na aparência.

A pinta preta atinge a África do Sul, Austrália, Taiwan, China, Japão e Argentina. No Brasil, foi constatada no Rio de Janeiro, em 1980, e nos anos seguintes afetou pomares de Rio Grande do Sul (1986), São Paulo (1992) e Minas Gerais (2001). Atualmente, ocorre em todos os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste; em Rondônia e no Amazonas, na região Norte; e na Bahia, na região Nordeste.


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sintomas ciclo manejo controle

PINTA PRETA > CONTROLE

- É necessário pulverizar todos os talhões que apresentam plantas com sintomas, independente da intensidade da doença. Uma vez que a pinta preta instala-se, é praticamente impossível erradicá-la dos pomares. A incidência pode passar de 10% de plantas com frutos sintomáticos para mais de 80%, em apenas dois anos, se não houver controle. 

- As aplicações podem variar de duas a seis vezes por ano, com início após a queda das pétalas das flores e o fim nos meses de abril/maio quando se encerra o período chuvoso.

- As pulverizações de produtos cúpricos (sulfato de cobre, hidróxido de cobre, oxicloreto de cobre e óxido cuproso) devem obedecer a intervalos de três a quatro semanas e as de produtos sistêmicos (estrobirulinas) de cinco a seis semanas. Nos casos de produção para o mercado de frutas frescas, o número de aplicações deve ser maior.

- As duas primeiras aplicações são realizadas normalmente com fungicidas cúpricos, pois são eficientes também para o controle de verrugose e melanose. Nos anos em que o florescimento se encerra nos meses mais chuvosos (novembro e dezembro), recomenda-se utilizar estrobirulina a partir da segunda aplicação. 

- Os fungicidas carbendazim, tiofanato-metílico e mancozebe foram excluídos da Grade de Defensivos PIC em 2012 e não devem ser utilizados em pomares cuja produção é destinada a suco para exportação.

- Os volumes de calda das pulverizações não devem ser muito baixos, recomenda-se em torno de 75 a 100 mL de calda/m3 de copa, uma vez que a pulverização deve atingir as partes internas das plantas para reduzir a quantidade do fungo em ramos, folhas e frutos. Os maiores volumes devem ser utilizados em pomares mais velhos, em variedades de maturação tardia e com histórico da doença. A velocidade de aplicação não deve ser superior a 4,5 km/h. Recomenda-se a colocação de papéis hidrosensíveis no interior da copa das plantas para verificar se a pulverização está atingindo os alvos internos da planta.

- Todos os fungicidas devem ser utilizados com mistura com óleo mineral ou vegetal a 0,25%.

Atenção: No Estado de São Paulo já existe relato de resistência de Guignardia citricarpa aos benzimidazóis (carbendazim). Sendo assim, deve-se evitar o uso excessivo das estrobirulinas, a fim de evitar a seleção de populações resistente do fungo também a este grupo químico e manter sua eficiência por vários anos. 

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