Podridão Floral dos Citros
 

Podridão Floral dos Citros
 
  A podridão floral dos citros (PFC), também conhecida como "estrelinha", é causada pelo fungo Colletotrichum acutatum e afeta flores e frutos recém-formados de quase todas as variedades de citros de interesse comercial. Os limões verdadeiros e a lima ácida Tahiti são as variedades mais suscetíveis, seguidas das laranjas doces. As tangerinas são as mais resistentes. sintomas da podridão floral
Sintomas da Podridão floral
A doença torna-se importante, em anos em que chuvas contínuas ocorrem durante o período de florescimento das plantas. As perdas variam em função da quantidade e distribuição de chuvas durante esse período.


Sintomas
O fungo que causa a PFC provoca em flores lesões necróticas de coloração róseo-alaranjada. As lesões geralmente ocorrem em pétalas, após a abertura dos botões florais. Em ataques severos, podem ocorrer antes mesmo da abertura das flores, causando podridão dos botões florais.
Quando as condições são muito favoráveis à doença, as lesões se desenvolvem rapidamente e comprometem todos os tecidos das pétalas. Rígidas e secas, as pétalas ficam firmemente aderidas ao disco basal por vários dias. Nas plantas sadias, as pétalas caem logo após a abertura das flores dando continuidade ao ciclo de formação de frutos.
Nas plantas doentes, os frutos recém-formados têm uma cor amarelo-pálida e caem rapidamente. Já os discos basais, cálices e pedúnculos ficam aderidos aos ramos por mais de 18 meses, formando estruturas que recebem o nome de "estrelinhas". Essas estruturas não são formadas durante a queda fisiológica normal de frutos recém-formados.
sintomas sintomas sintomas
Sintomas em botões Lesões em petálas Estrelinhas
O fungo pode sobreviver nas "estrelinhas", folhas, ramos, e outros órgãos verdes da planta por períodos prolongados.


Controle
A PFC é uma doença de difícil controle. Todas as práticas que contribuem para antecipar o florescimento das plantas devem merecer especial atenção. A irrigação, o uso de hormônios e a utilização de porta-enxertos que induzem florescimento precoce podem ser alternativas para evitar a florada no período chuvoso.
O controle químico deve ser iniciado somente se o histórico da PFC e as condições climáticas forem favoráveis à manifestação severa da doença. As pulverizações com fungicidas são para a proteção das flores. O número de aplicações pode variar de 1 a 3, em função das condições climáticas e da uniformidade e duração do período de florescimento.

Sistema de Previsão da Podridão Floral (PFD-FAD)
Os pesquisadores Natália Peres (Unesp/Bortucatu) e Pete Timmer (Universidade da Flórida) desenvolveram um sistema, para as condições paulistas, que auxilia a tomada de decisão de quando devem ser feitas as aplicações com fungicidas pelo produtor.
O sistema baseia-se no histórico da doença na área, condições climáticas vigentes e na quantidade de inóculo no pomar.
O sistema está disponível na Internet e pode ser utilizado gratuitamente. Para acessá-lo utilize o seguinte link: http://it.ifas.ufl.edu/disc/pfd/

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