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| Ocorrência | |
| Identificada em 2001, no município de Comendador Gomes (MG), tem se disseminado por municípios do sul do Triângulo Mineiro e Norte e Noroeste do Estado de São Paulo. |
| Sintomas | |
| O primeiro sintoma observado é a perda generalizada do brilho das folhas, apresentando um aspecto pálido. Geralmente, ocorre perda de turgidez, acompanhado de desfolha parcial. Em estágio mais avançado ocorre a desfolha total. | |
| Raízes e radicelas apodrecem. Isso acontece porque os vasos do floema, que transportam os produtos da fotossíntese para toda a planta, ficam bloqueados. Pode acontecer antes de aparecerem os sintomas na copa. | |
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| Ramo sadio ao lado de ramo com MSC | Planta sadia ao lado de planta com MSC | Apodrecimento de
raízes e ausência de radicelas |
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| O sintoma característico da doença, que permite o seu diagnóstico, é a cor amarela, tendendo para o alaranjado, que aparece na parte interna da casca do porta-enxerto, abaixo da zona de enxertia. | ![]() Amarelecimento interno da casca do porta enxerto na região abaixo da enxertia |
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| Este sintoma pode ser visível ao se retirar a casca ou ao raspar as camadas internas. | ||
| Outros sintomas podem ou não ocorrer, como seca de ponteiros, falta de brotações e morte repentina da planta com os frutos ainda aderidos. | ||
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| Seca dos ponteiros | Desfolha e murcha das folhas | Colapso da planta
e retenção dos frutos |
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| O tempo entre o aparecimento dos primeiros sintomas e a morte da planta é bastante variável em função da idade da planta, da época do ano e da condição de carga de frutos. Esse tempo pode ser de poucas semanas em plantas com bastante copa e grande carga de frutos, no início do período chuvoso, até vários meses ou alguns anos, em plantas pouco enfolhadas e pouco carregadas. | |
| O aumento do número de plantas com sintomas é bastante rápido durante o ano. Após a constatação das primeiras árvores com sintomas, a doença pode atingir de 30 a 99% dos pés de laranja do talhão em menos de dois anos. Normalmente, a velocidade de aparecimento de novas plantas com sintomas é maior a partir do início da estação chuvosa e é reduzida no período de outono. |
| Diferenças | ||
| Conheça os sintomas que ajudam a diferenciar gomose e declínio da MSC: | ||
| Declínio Pode ser diferenciado por apresentar pouca podridão de raízes e não ter amarelecimento da parte interna da casca do porta-enxerto. |
![]() Declínio - brotações interna na copa |
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| A planta com declínio apresenta muitas brotações internas na copa. Ao contrário da MSC, o declínio não mata a planta rapidamente. | ||
| Gomose A característica típica da gomose é a presença de lesão no tronco ao nível do solo, o que não acontece na MSC. |
![]() Lesão de Gomose no tronco |
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| Outra diferença é quando se retira a casca, do outro lado do tronco, bem distante da lesão da gomose, a parte interna não será amarela. | ||
| Controle | |
| Envolve alguns riscos fazer afirmações para o controle ou a prevenção de uma doença, cuja causa, ainda não está cientificamente comprovada. As recomendações são baseadas no que foi observado até agora durante pesquisas realizadas desde o aparecimento da MSC. | |
| Subenxertia | ||
| Esta técnica substitui o porta-enxerto e cria novas raízes para alimentar a planta doente. | ![]() |
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| A escolha da variedade de porta-enxerto deve ser baseada na localização da propriedade, na capacidade de irrigação, na variedade em que será feita a subenxertia, na ocorrência de outras doenças, como gomose, declínio e CVC, e na disponibilidade do porta-enxerto. | ||
| Sistema radicular
de planta subenxertada. As raízes são provenientes dos cavalinhos novos e da recuperação do limoeiro Cravo. |
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Alguns citricultores que têm propriedades em regiões não-afetadas já estão adotando a medida, como prevenção. Em pomares contaminados, mesmo árvores doentes podem ser recuperadas desde que não estejam com sintomas avançados. |
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A subenxertia vale a pena em pomares com menos de 10 anos e boas condições sanitárias. Quanto mais nova a planta, maior é o efeito da subenxertia. |
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O melhor período é nas chuvas, entre os meses de setembro e março. |
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Em plantas com mais de 2 anos deve-se usar, no mínimo, dois cavalinhos. Com menos de dois anos, um porta-enxerto é suficiente. |
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Atualmente, todos porta-enxertos tolerantes à MSC são sensíveis ao déficit hídrico e, portanto, necessitam de irrigação para produzir bem nas regiões Norte e Noroeste do Estado de São Paulo. |
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| É bom lembrar que, excetuando as disposições legais já em vigor, a decisão em seguir as recomendações é do produtor. |
| Subenxertia - passo-a-passo: | |
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| 1 - Faça covas a 10 cm do tronco | 2 - Plante os cavalinhos | 3 - Os cavalinhos
devem ser maduros e ter 45 cm |
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| 4 - A 5 cm acima da enxertia original faça corte em T invertido (5 x 3 cm) | 5 - Faça corte
em bisel (2 cm) no cavalinho |
6 - Levante com
cuidado um lado da casca e coloque a ponta do cavalinho dentro do corte |
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| 7 - Proteja com
fita plástica para enxertia (ráfia) por 30 dias |
8 - Regue bem |
| Pesquisas | |
| O Fundecitrus e mais 12 instituições de pesquisa brasileiras e estrangeiras estão desenvolvendo diversas frentes de pesquisa para descobrir as causas da doença, as formas de disseminação e medidas de controle. São mais de 30 pesquisadores empenhados na investigações no campo e em laboratório. |
| Porta-enxerto | |
| Tolerância e Resistência | |
| Porta-enxerto | Resistência | Tolerância | |||||
| Seca | Gomose | Nematóide | Declínio | Tristeza | MSC | ||
| Limoeiro Cravo | R | MR | S | I | T | I | |
| Limoeiro Volkameriano | R | MR | S | I | T | I | |
| Tangerina Cleópatra | MR | MR | S | T | T | T | |
| Tangerina Sunki | MR | MR | S | T | T | T | |
| Poncirus trifoliata | S | R | R | I | T | T | |
| Citrumelo Swingle | MR | R | R | T | T | T | |
| Legenda: R - Resistente / MR - Medianamente resistente / S - Suscetível / T - Tolerante / I - Intolerante |
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| Combinações com a copa e características | |
| Incompatibilidade | Início da produção |
Maturação de frutos |
Qualidade dos frutos |
Tamanho da planta |
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| Sem | Precoce | Precoce | Regular | Médio | |
| Pêra | Precoce | Precoce | Regular | Médio | |
| Sem | Médio | Tardia | Boa | Alto | |
| Sem | Médio | Tardia | Boa | Alto | |
| Pêra, Murcott, Siciliano | Precoce | Tardia | Ótima | Baixo | |
| Pêra, Murcott, Siciliano | Precoce | Tardia | Boa | Alto |
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