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| O minador dos citros, Phyllocnistis citrella, ataca brotações novas de todas as variedades cítricas. Os ovos são depositados nas folhas novas, de onde emerge a larva, que se alimenta da folha, formando galerias. | ![]() Minador e galerias formadas pelo mesmo e contaminadas pelo cancro |
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| Normalmente ataca folhas, no entanto, em alta população, pode ser observada nos ramos das vegetações novas e em frutos. | ||||||||||||||
| No final da sua fase de lagarta, o minador migra para a borda das folhas onde constrói um casulo que a abrigará durante a fase de pupa, até se tornar adulta. | ||||||||||||||
| A sua presença nos pomares favorece a contaminação pela bactéria do cancro cítrico. | ||||||||||||||
| Ocorrência | |
| Foi detectada no Brasil no início de 1996 e se espalhou, em poucos meses, por todas as regiões do país. |
| Descrição e ciclo de vida | |
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| Ovos | Larva no 1o estágio | Larva no 2o estágio | Larva | |
| Claros, eles parecem
uma gota d'água. São postos em folhas novas, de preferência na face ventral. |
Transparente, tem
a cabeça maior que o corpo e ainda está caminhando junto à nervura. |
Nesta fase, se
torna amarela e já começa a formar a serpentina. |
Detalhe da larva
e das galerias que constrói nas folhas. A cabeça e corpo têm o mesmo tamanho. |
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| Galerias | Proteção | Pupa | Adulto | |
| Detalhe das galerias,
em zigue-zague, formadas nos tecidos das folhas. |
Depois de terminar
seu caminho, a larva faz uma dobra no canto da folha, onde fica protegida. |
Na dobra ela forma
a pupa (crisálida). Nesta fase, os inseticidas não conseguem atingir a praga. |
A pequena mariposa
tem como principal característica uma pinta escura na terminação de cada asa. |
| Sintomas | ||
| As lagartas provocam a formação de galerias nos tecidos das folhas. | ![]() Detalhe da lagarta e galeria |
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| Essas galerias aparecem inicialmente como um pequeno risco de coloração branca e posteriormente formam um zigue-zague mais largo. | ||
| Elas atacam as duas faces da folha e pode-se observar a presença de mais de uma larva em cada folha. | ||
| O minador e o cancro cítrico | |
| Por atacar folhas jovens, da mesma forma que a bactéria do cancro cítrico, o minador facilita a penetração e o desenvolvimento da bactéria na planta. Quando se alimenta das folhas, a lagarta provoca galerias onde a bactéria se multiplica, aumentando o potencial de inóculo. | |
| As lesões do cancro cítrico seguem o caminho das galerias feitas pela larva. | |
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| Galerias de minador
com lesões de cancro em folha |
Detalhe de galerias
de minador com lesões de cancro em folha |
Galerias de minador
com lesões de cancro em ramo |
| Controle | |
| Devido à sua preferência por vegetações novas, o controle deve ser iniciado na primavera, quando é observado o estágio inicial das brotações, período de desenvolvimento da lagarta. O controle da praga é importante pois diminui as chances do pomar ser contaminado pelo cancro cítrico e evita que as plantas fiquem debilitadas pela ação do próprio minador. | |
| No entanto, antes de se iniciar o controle é preciso conhecer a incidência da praga nos talhões: | |
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| plantas em formação ou em produção que estejam na fase de vegetação. |
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| presença da praga. A presença é positiva quando há na folha pelo menos uma lagarta que esteja no primeiro ou segundo estágio. |
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1o estágio: lagarta cuja cabeça é maior que o corpo (ver
imagem acima); - 2o estágio: lagarta que se encontra em galerias ainda pouco desenvolvidas, ainda estão distantes da lateral da folha (ver imagem acima). |
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| O controle deve ser adotado em pomares novos quando o talhão apresentar 10% de ramos com lagarta vivas no primeiro e segundo estágio e no caso de pomares adultos, quando 30% de ramos apresentarem lagarta no primeiro e segundo estágio. No entanto, se a propriedade estiver em uma área crítica com relação ao cancro cítrico ou se o pomar teve registro de contaminação pela doença, o controle deve ser feito mesmo que haja apenas uma única lagarta no talhão. |
| Controle químico | |
| Depois de conhecida a incidência nos talhões, o controle químico é feito por meio de pulverizações e devem ser aplicados produtos seletivos aos inimigos naturais do minador. | |
| Antes da aplicação dos defensivos, solicite a orientação de um agrônomo para conhecer as doses corretas, a garantia de registro, seletividade aos inimigos naturais e uso de equipamentos de proteção. |
| Controle biológico | |
| Pesquisadores do Fundecitrus, Embrapa, ESALQ/USP e Gravena Manejo Ecológico trouxeram da Flórida (EUA), em agosto de 1998, a microvespa Ageniaspis citricola, inimigo natural do minador dos citros. | |
| O inseto parasita o ovo e o primeiro estágio da larva. A presença deste inseto nos pomares baixa a população do minador dos citros, o que leva à queda das contaminações pela bactéria do cancro cítrico. Na fase de desenvolvimento em que quando a larva já fez todo o caminho, a vespa não consegue parasitá-la. | |
| Os ovos depositados pela vespa se multiplicam dentro do minador e vão dar origem a várias vespas. | |
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| Vespa Ageniaspis citricola | Galerias feitas pelas larvas | Ovos depositados pela vespa |
| O trabalho de liberação é relativamente simples. Após a reprodução em laboratório, as vespas são colocadas em gaiolas com folhas infestadas pelo minador, onde parasitam a praga. Em seguida, são levadas para o pomar em recipientes protegidos com tela, que são fixados nos galhos das árvores. Alguns dias depois os adultos emergem e se espalham pelos talhões. | |
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| Folhas atacadas
pelo minador e parasitadas pela vespa, são colocadas em recipientes protegidos com tela. |
Liberação
nos pomares: os recipientes são fixados nos galhos das árvores |
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| Nos Estados Unidos, a microvespa chega a parasitar 95% dos ovos e lagartas. Para que esse inimigo natural tenha a mesma eficiência no Brasil é necessário que os citricultores usem inseticidas seletivos para que a Ageniaspis citricola não seja eliminada dos pomares. No Brasil, o controle atinge níveis semelhantes aos dos EUA, e a praga tem diminuído gradativamente. |