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| A clorose variegada dos citros (CVC), conhecida como amarelinho, é uma doença causada pela bactéria Xylella fastidiosa, que atinge todas as variedades de citros comerciais. | ![]() Frutos sadios ao lado de frutos de tamanho reduzido devido à CVC |
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| Restrita ao xilema da planta, a bactéria provoca o entupimento dos vasos responsáveis por levar água e nutrientes da raiz para a copa da planta. A produção do pomar afetado cai rapidamente, os frutos ficam duros, pequenos e amadurecem precocemente. A perda de peso do fruto pode chegar a 75%. | |||||||||||||||||
| A bactéria é transmitida e disseminada nos pomares por insetos vetores. Como ainda não há uma forma específica de combate à Xylella fastidiosa, os citricultores devem implantar em seus pomares as estratégias de manejo da doença. | |||||||||||||||||
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| Planta com sintomas de CVC | Vasos do xilema obstruído por células de Xylella fastidiosa (ME) |
Células de Xylella fastidiosa (ME) | |
| Ocorrência | |
| A CVC foi identificada oficialmente no Brasil, em 1987, em pomares do Triângulo Mineiro e do Norte e Noroeste do Estado de São Paulo. Embora essas sejam as regiões mais afetadas até hoje, ela já está presente em quase todas as áreas citrícolas do país, com intensidades diferentes. |
| Sintomas | |
| Os primeiros sintomas são vistos nas folhas, passam posteriormente para os frutos e acabam afetando toda a planta. | |
| Nas folhas - Os primeiros sintomas da clorose aparecem nas folhas maduras da copa. Em folhas novas, mesmo de plantas severamente afetadas, não há manifestação da doença. Surgem pequenas manchas amareladas, espalhadas na parte lisa da folha (frente) e que correspondem a lesões de cor palha nas costas. Essas manchas evoluem para lesões de cor palha dos dois lados da folha. | |||
| Com o avanço da CVC, observa-se a desfolha dos ramos mais altos da planta, locais mais atacados pelas cigarrinhas. | |||
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| Folhas com sintomas de CVC (pequenas manchas amareladas) |
Estágio mais avançado lesões de cor palha |
Desfolha dos ramos mais altos da planta |
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| Nos frutos - No início, pode-se observar poucos ramos com frutos pequenos. Em estágio avançado, toda a planta produz frutos miúdos. Quanto mais nova a planta infectada, mais rapidamente ela será totalmente afetada. | |||
| Com o agravamento da doença, os frutos ficam queimados pelo sol, com tamanho reduzido, endurecidos e com maturação precoce. Nesse estágio, são imprestáveis para o comércio. | |||
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| Frutos sadios ao lado de frutos de tamanho reduzido devido à doença | Sintomas de murcha em folhas e queimadura do sol em frutos | Detalhe de murcha em folhas e queimadura do sol em frutos. | |
| A identificação precoce ajuda na recuperação da planta e pode retardar a disseminação da CVC. | |||
| Diferenças | |
| É comum o citricultor confundir os sintomas da CVC com deficiência de zinco ou sarampo. Esse engano pode retardar as práticas recomendadas pelos técnicos para eliminar o mais rápido possível a presença da bactéria na árvore. Veja a diferença entre as doenças: | |
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| Sarampo | Deficiência de Zinco | CVC | |
| Os pontos amarelos
que identificam o sarampo são circulares, menores e distribuídos pela folha. |
Neste caso, as
manchas são semelhantes às da CVC, mas a folha não apresenta lesões da cor palha na parte inferior. |
Pequenas manchas
amareladas espalhadas na face superior da folha e que correspondem a lesões de cor palha face inferior da folha. |
| Transmissão | |
| Onze espécies de cigarrinhas são comprovadamente capazes de transmitir a bactéria Xylella fastidiosa e, portanto, são responsáveis pela disseminação da CVC em todas as regiões citrícolas do país. Ao se alimentarem no xilema de árvores contaminadas, as cigarrinhas adquirem a bactéria e passam a transmiti-la para outras plantas sadias. Entre as medidas mais importantes de manejo da doença está o controle de cigarrinhas no pomar. O primeiro passo é saber reconhecê-las: | |
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| Acrogonia citrina | Oncometopia facialis | Bucephalogonia xanthophis | Dilobopterus costalimai | |
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| Plesiommata corniculata | Macugonalia leucomelas | Sonesimia grossa | Ferrariana trivittata | |
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| Acrogonia virescens | Parathona gratiosa | Homalodisca ignorata | ||
| Estratégias de manejo | |
| O manejo da CVC exige cuidados e dedicação por parte do citricultor e está baseado em três estratégias: | |
| Além dessas medidas, é importante manter os tratos culturais exigidos pelo pomar. Deve-se ressaltar que nenhuma das medidas de convivência poderá ter eficiência isoladamente. |
| 1. Mudas sadias | ||
| Para que o citricultor não corra o risco de levar a bactéria Xylella fastidiosa para a sua propriedade e nem perca a árvore antes que ela comece a produzir, o primeiro passo é adquirir mudas que estejam livres da doença. | ![]() Muda Sadia A base para um pomar sem CVC |
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| Verifique se o viveiro adota todas as medidas de segurança que garantem a produção de mudas sadias. Elas devem ser compradas em viveiros certificados, que respeitam uma série de regras sanitárias estabelecidas pela Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo. | ||
| O citricultor precisa dobrar a vigilância na época da colheita, quando aumenta o trânsito de equipamentos, veículos e frutos por todo o estado. | ||
| Passos da poda: | |
Inspecione o pomar para identificar ramos com sintomas de CVC, que precisam ser podados. Quanto mais cedo os sintomas forem identificados, mais eficiente será a poda. As inspeções devem ser feitas entre janeiro e julho, por ser a época em que os sintomas estão mais evidentes. |
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Para facilitar o trabalho, o galho com sintoma pode ser identificado com uma marca. Na foto abaixo, o citricultor usou uma fita. O galho deve ser eliminado o mais rápido possível ou de preferência durante a inspeção. |
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Depois de feita a inspeção e identificados os galhos com sintomas, deve-se iniciar a poda. Para que seja eficiente, o corte deve ser feito em uma forquilha, distante mais de 70 cm dos sintomas. |
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Nos locais que foram serrados durante a poda, faça a aplicação da pasta cúprica. Trata-se de uma proteção contra doenças causadas por fungos e bactérias. |
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| Inspeção | Identificação | Poda | Proteção | |
| Sintoma inicial
de CVC Perda de turgidez |
Uso de algum tipo de marca, como, por exemplo, uma fita | Corte deve ser feito em uma forquilha a cerca de 70 cm dos sintomas | Aplicação da pasta cúprica nos locais que foram serrados durante a poda. | |
| Recomendações: | |
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| Armadilha adesiva amarela | Armadilha com cigarrinhas capturadas | Puçá |
Deve ser feito quando for constatado 10% das plantas de um talhão com cigarrinhas, independente da espécie. Faça o controle até as plantas atingirem 6 anos. É aconselhado monitoramentos e pulverizações periódicas em talhões mais velhos, que estão próximos a talhões novos. A mesma recomendação vale para locais próximos a matas naturais e baixadas. |
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| Em plantas com até três anos de idade, pode-se aplicar inseticidas sistêmicos no início e final do período das águas, com aplicações de inseticidas de contato durante a seca. Caso se opte pela utilização somente de inseticidas de contato no controle do vetor, é recomendado a aplicação mensal do período das águas e, a cada dois meses, durante a seca. Se os pomares forem mais velhos, a recomendação dos técnicos para o combate é basear as aplicações de acordo com a população de cigarrinhas. | |
| As pulverizações devem ser criteriosas. O uso indiscriminado de produtos químicos elimina os inimigos naturais que, sozinhos, são responsáveis pelo controle de 40% da população de cigarrinhas e podem causar surtos de pragas secundárias. | |
| Atenção Antes da aplicação dos defensivos, solicite a orientação de um agrônomo para conhecer as doses corretas, a garantia de registro e uso de equipamentos de proteção. |