Pesquisa e Desenvolvimento

Laboratório de Controle Biológico (criação de Tamarixia radiata)

O laboratório de Controle Biológico está instalado em uma área de 342 m² onde funciona uma biofábrica de criação de Tamarixia radiata, vespinha que parasita o psilídeo Diaphorina citri, inseto transmissor da bactéria do greening (huanglongbing/HLB). A biofábrica foi inaugurada em 2015 e tem capacidade para criar 100 mil Tamarixia radiata por mês.

O objetivo do laboratório é contribuir com o manejo sustentável do HLB, proporcionando um meio natural de reduzir a população de psilídeo e consequentemente diminuir a necessidade de pulverizações nos pomares.

As vespinhas são liberadas em áreas com citros e murta que não recebem controle químico, como pomares abandonados, espaços urbanos, chácaras e sítios e que podem servir de criadouros do inseto transmissor do greening, diminuindo a sua população e evitando que o inseto migre para pomares comerciais.

As áreas para as solturas de Tamarixia radiata são identificadas pelo Alerta Fitossanitário. O laboratório tem apoio da Bayer CropScience, como parte da parceria “Citrus Unidos”, firmada entre as instituições com o objetivo de desenvolvimento de novos produtos e tecnologias sustentáveis.

Ação da Tamarixia radiata

A Tamarixia radiata é um inimigo natural do psilídeo Diaphorina citri, pois utiliza a ninfa do inseto para o desenvolvimento das suas larvas. Foi encontrada no Brasil em 2005 e é uma forma eficiente e sustentável para controlar a população do psilídeo. Pesquisas desenvolvidas na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz – ESALQ/USP comprovaram que há a eliminação de 70% das ninfas (fase jovem do desenvolvimento do psilídeo), em média, nos locais onde há a presença da vespinha, podendo atingir picos de 90%. Cada Tamarixia radiata pode eliminar até 500 ninfas de psilídeo.

A vespinha utiliza as ninfas do psilídeo para se reproduzir, matando-as no processo. Ela deposita o ovo embaixo da ninfa de psilídeo. Ao sair do ovo, a larva vai se alimentando da ninfa até se tornar adulta, e, desse modo, reduz a multiplicação de Diaphorina citri e consequentemente sua disseminação para pomares de citros.

A liberação de Tamarixia radiata no meio ambiente não causa desequilíbrio, uma vez que não atinge outras espécies de inseto ou plantas.