Pesquisa e Desenvolvimento

Cancro Cítrico

O cancro cítrico voltou a ser uma grande preocupação do setor citrícola paulista desde que a legislação para o Programa de Erradicação do Cancro Cítrico foi amenizada, em meados de 2009, excluindo a exigência de erradicação de todo o talhão de plantas em situações que o índice de contaminação fosse 0,5% ou mais, e o convênio entre o Fundecitrus e a Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo não foi renovado.

Entre 2001 e 2009, a doença manteve baixas incidências de talhões contaminados, variando entre 0,08% e 0,20%. A partir de 2010, começou a avançar e chegou a 0,44% de talhões contaminados. Em 2012, atingiu 1,39%, registrando a maior incidência da doença desde seu primeiro relato, em 1957.

Historicamente, o cancro cítrico sempre apresentou maiores incidências nas regiões Noroeste e Oeste, onde foi primeiro detectado e nas quais os citricultores sempre foram mais resistentes à aplicação do Programa de Erradicação do Cancro Cítrico.

Nessas duas regiões, as altas incidências de talhões contaminados em 2012 são bastante preocupantes (11,5% na região Noroeste e 2,7% na Oeste). Outra região em que a doença cresceu bastante foi o Centro (0,8%), atingindo também a maior incidência registrada desde o início dos levantamentos nessa região.

Quantidade (%) de talhões contaminados

Veja mais arrastando o gráfico para os lados.
Talhões contaminados
Centro Norte Noroeste Oeste Leste Sul
2008 0.16 0.06 0.49 1.59 0 0
2009 0.11 0 0.87 0.3 0 0.39
2010 0.41 0.23 2.55 0.22 0.06 0.1
2011 0.06 0.51 7.07 2.21 0 0.81
2012 0.77 0.11 11.5 2.7 0 0.17