Levantamento Amostral
 

Levantamento Amostral
 
  Desde 1999, o Fundecitrus realiza levantamentos amostrais que apontam a incidência da doença, bem como as regiões onde se encontram os focos. Realizado anualmente, o levantamento é de fundamental importância para nortear ações estratégicas de inspeção. sintomas do cancro em fruto e folha
 

Com base no resultado dos levantamentos são programadas as varreduras, que são inspeções de todas as plantas cítricas localizadas em todas as propriedades da zona rural, sejam comerciais ou não.

  O processo é completado com a inspeção das plantas existentes na zona urbana. Os viveiros são inspecionados todos os meses, na tentativa de garantir a sanidade do material que irá compor os futuros pomares.

Dados do levantamento - 2007
 

Segundo o último levantamento amostral divulgado pelo Fundecitrus, em agosto desse ano, a incidência de cancro cítrico nos pomares do parque cítricola é de 0,10%. Esse é o menor número desde 2002, ano em que o Fundecitrus constatou que apenas 0,11% dos pomares tinham a doença.

Em 2007, cerca de 500 inspetores do Fundecitrus vistoriaram, por meio de sorteio aleatório, cerca de 10% dos talhões existentes no parque citrícola, das quatro principais variedades: `Pêra´, `Natal´, `Valência´ e `Hamlin`. A inspeção por amostragem é feita anualmente e sorteia talhões nunca antes inspecionados para identificar novos focos da doença, além de verificar a situação do cancro cítrico em talhões anteriormente contaminados. Durante as visitas, 7.650 talhões e 2.657.606 plantas cítricas foram vistoriadas.

No ano passado, esse índice era de 0,19%. De acordo com o gerente técnico do Fundecitrus, Cícero Augusto Massari, a diminuição da contaminação do cancro cítrico deve-se a um eficaz método de fiscalização. "São nove anos de trabalho. Nesse período ocorreram oscilações, mas os índices da doença subseqüentes ao primeiro ano são bem inferiores. Mesmo em 2003, quando houve a maior oscilação (0,22%), não chegou à metade dos 0,70% que constamos em 1999", afirma (veja o gráfico abaixo).

 

Se por um lado o índice geral de contaminação de cancro cítrico no parque cítricola diminuiu, o levantamento apontou novos focos da doença em duas regiões do Estado de São Paulo. Na região Central, entre as amostras inspecionadas, foram encontrados dois talhões doentes e, na região Noroeste do Estado, três novos talhões.

Os cinco focos identificados com a doença foram encontrados em:
Região Noroeste - nos municípios de Vitória Brasil e Aparecida D´Oeste.
Região Central - nos municípios de Iacanga e Guarantã.

A região que apresenta o maior índice é a Noroeste, com 0,63% do total de talhões da região doentes. De acordo com o gerente técnico do Fundecitrus, Cícero Augusto Massari, nessa área predominam pequenas propriedades que não adotam as medidas de prevenção necessárias. "Já na região Central, as propriedades contaminadas estão localizadas próximas à margem do rio Tietê, onde a umidade e calor favorecem o desenvolvimento da bactéria causadora do cancro cítrico", explica.

Nas demais regiões não foram encontrados novos focos de cancro cítrico.

O trabalho é de fundamental importância para nortear ações estratégicas de inspeção. Com base no resultado dos levantamentos são programadas as varreduras, que são inspeções de todas as plantas cítricas localizadas em todas as propriedades da zona rural, sejam comerciais ou não.


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