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Um quinto
dos talhões de plantas cítricas do Estado de São Paulo tem greening
Levantamento amostral feito pelo
Fundecitrus aponta que doença está concentrada na faixa centro-sul
08.05.2008 - O greening está em 18,57% dos talhões do parque
citrícola de São Paulo, de acordo com o levantamento amostral da doença
feito em abril pelo Fundecitrus – Fundo de Defesa da Citricultura. O
trabalho constatou também que a doença já está espalhada por todo o
Estado.
A
faixa centro-sul é a mais afetada. O greening está presente em 27,6% dos
talhões de plantas cítricas da região central, que concentra a maior
quantidade de árvores com sintomas (1,23%) e também os municípios com
maior incidência da doença. A região Sudeste tem a doença presente em
24,7% dos talhões, mas com um número menor de plantas doentes (0,55%).
Em
seguida, na seqüência de contaminação de talhões, vêm as regiões Oeste
(3,85%), Norte (2,80%) e Noroeste (0,68%), mas todas têm índice de
plantas sintomáticas menor que 0,04%.
Os
números acendem o sinal de alerta: um quinto dos talhões da citricultura
paulista apresenta algum grau de incidência de greening. Além disso, a
doença não é mais um problema de regiões isoladas, mas está presente
agora no Estado todo. De acordo com dados da Coordenadoria de Defesa
Agropecuária (CDA), da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo,
a bactéria do greening já foi confirmada em 162 municípios.
O
levantamento foi feito com o objetivo de identificar a incidência da
doença em todas as regiões do parque citrícola e de ter um quadro da sua
gravidade em um curto espaço de tempo. Os inspetores do Fundecitrus
percorreram 320 municípios, vistoriando 8.016 talhões a 10%, ou seja,
uma a cada 10 linhas de plantas, fazendo a inspeção somente no chão,
somando 2,37 milhões de árvores examinadas.
A
metodologia foi elaborada juntamente com o professor José Carlos
Barbosa, do departamento de Estatística da Faculdade de Ciências
Agrárias e Veterinárias da Unesp, em Jaboticabal. |