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Citricultores aprendem na prática a controlar o
greening
O Fundecitrus – Fundo de Defesa da Citricultura –, em parceria com a
Sipcam Isagro, realizará em São Lourenço do Turvo, no dia 15 de agosto,
um Dia de Campo com informações sobre o controle do greening. O evento
será no barracão de festa da capela e terá início às 8h30.
O objetivo é falar aos citricultores sobre os
sintomas do greening e apresentar técnicas para o manejo da doença.
Durante o evento, uma equipe formada por engenheiros agrônomos e
pesquisadores científicos dará aos produtores informações que os
auxiliarão no controle.
O evento será dividido em
três estações. Na primeira, os participantes serão informados sobre
inspeção, sintomas da doença e treinamentos. Na segunda, terão
orientações sobre como identificar, monitorar e controlar o psilídeo
transmissor. Na terceira estação serão dadas informações sobre a
erradicação de plantas com sintomas. Após as palestras haverá um almoço
de confraternização.
Esse é o quinto Dia
de Campo deste ano. Os quatro primeiros foram realizados pelo
Fundecitrus entre junho e julho e tiveram a participação de
aproximadamente 1,2 mil pessoas. O primeiro evento foi em Itápolis, e
atraiu 350 citricultores. Em Casa Branca, foram 280 participantes. O
terceiro encontro, em Olímpia, reuniu 350 pessoas, e em Mogi-Mirim, 200
produtores participaram do Dia de Campo
Greening
O greening é a principal doença dos citros em todo o
mundo. É causado, no Brasil, por duas espécies de bactéria –
Candidatus Liberibacter asiaticus e Candidatus Liberibacter
americanus –, ambas transmitidas pelo inseto Diaphorina citri.
Em São Paulo, a doença foi identificada pela primeira
vez em 2004. De acordo com o site da Coordenadoria de Defesa
Agropecuária, órgão da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do
Estado de São Paulo, hoje existem 183
municípios com a presença do greening.
No levantamento amostral realizado em 2007, um índice
de 12,86% de talhões do parque citrícola de São Paulo apresentou
greening. Já em 2008, esse indicador passou para 18,56%, o que significa
um aumento de 44,4% de um ano para o outro.
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