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Descrição e Termos |
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No dia 20/03/2000 foi publicada a Resolução
N° 1 da Comissão Executiva Estadual da CANECC, que trata das incidências
da doença cancro cítrico, em propriedades comerciais, considerando os talhões
afetados.
A própria Resolução define talhão:
"Compreende-se por talhão a quantidade de plantas delimitadas de outras
existentes no mesmo pomar separado por arruamentos, por estradas, por carreadores
ou outro meio qualquer empregado pelo proprietário para identificá-lo ou
distinguí-lo de outros agrupamentos, com largura superior ao espaçamento
entre linhas." |
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Assim sendo, os focos (incidências) de cancro
cítrico podem ocorrer da seguinte maneira:
Em viveiros de mudas;
Em talhões - neste
caso, a ocorrência sempre está relacionada a propriedades comerciais, ou
seja, aquelas que comercializam sua produção citrícola, possuindo no mínimo
um talhão com número de plantas superior a 200;
Em pomares não-comerciais
(quintais) - não são definidos como talhões, possuem número de plantas cítricas
inferior a 200 e não comercializam sua produção. |
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A Defesa Sanitária Vegetal é responsabilidade
do Ministério da Agricultura, em colaboração com os governos estaduais e
empresas do setor privado. As normas básicas vêm dispostas no decreto 24.114
de 12 de abril de 1934, complementado por Portarias que estabelecem os critérios
de erradicação do cancro cítrico. Portanto, como as incidências da doença
obrigam a eliminação da bactéria, os números aqui apresentados retratam
a ocorrência seguida de controle por meio da erradicação. |
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O trabalho de inspeção em Zonas Urbanas |
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Paralelo a inspeção
rural, o Fundecitrus realiza a inspeção urbana. Trabalho de conscientização e orientação
da população e das autoridades sobre a gravidade da doença. O objetivo é
esclarecer que uma única planta (laranja, tangerina ou limão) com cancro
cítrico no quintal de uma residência pode causar um grande prejuízo. |
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A bactéria do cancro cítrico se espalha facilmente
e um de seus agentes de disseminação
é o homem, além de materiais de colheita e veículos que transitam nos pomares.
O homem, ou mesmo, as chuvas com ventos fazem a doença ir de um pé de laranja
para o outro. |
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O cancro cítrico chega aos quintais das cidades
principalmente pelas mudas de citros contaminadas. A doença pode ser levada
da zona urbana para o campo pelas pessoas, principalmente por quem tem contato
direto com os pomares, como citricultores e colhedores de laranja. |
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Uma vez confirmada a doença, a única alternativa
é a erradicação para evitar que ela se espalhe e afete outros pomares. Isso
causaria um prejuízo incalculável ao setor que emprega milhares de trabalhadores
e que é a principal atividade econômica de mais de 300 municípios do Estado
de São Paulo e do sul do Triângulo Mineiro. |
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O procedimento para a inspeção é simples, muito
parecido com a inspeção realizada na Flórida e nos Estados Unidos. Antes
de visitar as casas, é realizada campanha nas rádios, palestras em escolas,
reuniões com a comunidade para explicar quais as medidas que devem ser tomadas
e a importância para a sanidade. |

Caminhão utilizado na campanha urbana de cancro cítrico |
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Sintomas, disseminação e legislação são alguns
dos temas discutidos durante esses encontros com os moradores dos municípios
inspecionados. Nas visitas, são entregues folhetos explicativos sobre a
doença. |
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Além da identificação visual do cancro cítrico
feita pelos técnicos na árvore, a confirmação é dada por um laboratório
especializado, e só depois desse processo a erradicação é realizada.
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A verificação
do cancro cítrico e o recolhimento de amostras só devem ser feitos por profissionais
autorizados. Transportar uma folha ou qualquer outro material da planta
doente pode causar a contaminação em outros locais. |