Estatísticas do Cancro Cítrico
 

Estatísticas do Cancro Cítrico - 2004
 
  O Fundecitrus mantém mais de 2.000 inspetores de campo, distribuídos estrategicamente em 14 Centros de Apoio Fitossanitário e 33 escritórios da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo, para monitorar os pomares quanto à presença ou não do cancro cítrico. As inspeções são direcionadas às regiões consideradas mais críticas. No entanto, os Centros de Apoio estão aptos para atender qualquer suspeita da presença da doença em todo o parque citrícola. Todos os viveiros existentes na área de ação do Fundecitrus são inspecionados bimensalmente, bem como os talhões (veja definição abaixo) com histórico recente de contaminação.  
Utilize os links abaixo para ver:
    Incidência de cancro cítrico em 2004 - | Zona Rural | Zona Urbana |
    Incidência de cancro cítrico em 2008
    Incidência de cancro cítrico em 2007
    Incidência de cancro cítrico em 2006
    Incidência de cancro cítrico em 2005
    Incidência de cancro cítrico em 2003
    Incidência de cancro cítrico em 2002
    Incidência de cancro cítrico em 2001
    Incidência de cancro cítrico em 2000
    Incidência de cancro cítrico entre 1992 e 1999


INCIDÊNCIA DE CANCRO CÍTRICO EM 2004 - ZONA RURAL
  Descrição e termos
Tabela de ocorrência
Tabela de erradicação
Descrição e Termos
  No dia 20/03/2000 foi publicada a Resolução N° 1 da Comissão Executiva Estadual da CANECC, que trata das incidências da doença cancro cítrico, em propriedades comerciais, considerando os talhões afetados.
A própria Resolução define talhão:
"Compreende-se por talhão a quantidade de plantas delimitadas de outras existentes no mesmo pomar separado por arruamentos, por estradas, por carreadores ou outro meio qualquer empregado pelo proprietário para identificá-lo ou distinguí-lo de outros agrupamentos, com largura superior ao espaçamento entre linhas."
  Assim sendo, os focos (incidências) de cancro cítrico podem ocorrer da seguinte maneira:
  Em viveiros de mudas;
  Em talhões - neste caso, a ocorrência sempre está relacionada a propriedades comerciais, ou seja, aquelas que comercializam sua produção citrícola, possuindo no mínimo um talhão com número de plantas superior a 200;
  Em pomares não-comerciais (quintais) - não são definidos como talhões, possuem número de plantas cítricas inferior a 200 e não comercializam sua produção.
  A Defesa Sanitária Vegetal é responsabilidade do Ministério da Agricultura, em colaboração com os governos estaduais e empresas do setor privado. As normas básicas vêm dispostas no decreto 24.114 de 12 de abril de 1934, complementado por Portarias que estabelecem os critérios de erradicação do cancro cítrico. Portanto, como as incidências da doença obrigam a eliminação da bactéria, os números aqui apresentados retratam a ocorrência seguida de controle por meio da erradicação.
   

Tabela - Número de ocorrências de cancro cítrico em talhões, pomares não comerciais e viveiros no estado de São Paulo e Sul do Triângulo Mineiro - 2004
Período Talhões Pomares não Comerciais Viveiros
Novos Ressurgência Total Total
Janeiro a Março 46 65 111 2.132 1
Abril a Junho 73 120 193 974 0
Julho a Setembro 54 67 121 1.652 0
Outubro a Dezembro 59 44 103 1.493 0
Total 232 296 528 6.251 1
  Novos - incidência inédita da doença
Ressurgência - talhões ou pomares domésticos que tiveram contaminação anterior. Para viveiros a ressurgência não ocorre, pois a eliminação é total das mudas, cavalinhos ou sementeiras.
   

Tabela - Número de plantas erradicadas devido à ocorrência de cancro cítrico em talhões, pomares não comerciais e viveiros no estado de São Paulo e Sul do Triângulo Mineiro - 2004
  Período Talhões Pomares não Comerciais Viveiros
  Janeiro a Março 59.874 34.189 15.000
Abril a Junho 108.031 42.424 0
Julho a Setembro 50.639 66.147 0
Outubro a Dezembro 25.701 54.295 0
Total 244.245 197.055 15.000
   

INCIDÊNCIA DE CANCRO CÍTRICO EM 2004 - ZONA URBANA
  Descrição
Tabela de inspeção em Zona Urbana
Tabela de incidência em Zona Urbana

O trabalho de inspeção em Zonas Urbanas
  Paralelo a inspeção rural, o Fundecitrus realiza a inspeção urbana. Trabalho de conscientização e orientação da população e das autoridades sobre a gravidade da doença. O objetivo é esclarecer que uma única planta (laranja, tangerina ou limão) com cancro cítrico no quintal de uma residência pode causar um grande prejuízo.
  A bactéria do cancro cítrico se espalha facilmente e um de seus agentes de disseminação é o homem, além de materiais de colheita e veículos que transitam nos pomares. O homem, ou mesmo, as chuvas com ventos fazem a doença ir de um pé de laranja para o outro.
  O cancro cítrico chega aos quintais das cidades principalmente pelas mudas de citros contaminadas. A doença pode ser levada da zona urbana para o campo pelas pessoas, principalmente por quem tem contato direto com os pomares, como citricultores e colhedores de laranja.
  Uma vez confirmada a doença, a única alternativa é a erradicação para evitar que ela se espalhe e afete outros pomares. Isso causaria um prejuízo incalculável ao setor que emprega milhares de trabalhadores e que é a principal atividade econômica de mais de 300 municípios do Estado de São Paulo e do sul do Triângulo Mineiro.
O procedimento para a inspeção é simples, muito parecido com a inspeção realizada na Flórida e nos Estados Unidos. Antes de visitar as casas, é realizada campanha nas rádios, palestras em escolas, reuniões com a comunidade para explicar quais as medidas que devem ser tomadas e a importância para a sanidade. caminhão do Fundecitrus
Caminhão utilizado na campanha urbana de cancro cítrico
  Sintomas, disseminação e legislação são alguns dos temas discutidos durante esses encontros com os moradores dos municípios inspecionados. Nas visitas, são entregues folhetos explicativos sobre a doença.
  Além da identificação visual do cancro cítrico feita pelos técnicos na árvore, a confirmação é dada por um laboratório especializado, e só depois desse processo a erradicação é realizada.
A verificação do cancro cítrico e o recolhimento de amostras só devem ser feitos por profissionais autorizados. Transportar uma folha ou qualquer outro material da planta doente pode causar a contaminação em outros locais.
   

Tabela - Inspeção do cancro cítrico em 2004 - Zona Urbana
Período Inspeção
Número de Municípios Número de Residências Número de Plantas
Janeiro a Março 63 229.464 144.202
Abril a Junho 13 55.077 30.066
Julho a Setembro 32 215.457 114.825
Outubro a Dezembro 45 286.493 147.130
   

Tabela - Incidência de cancro cítrico na Zona Urbana, no estado de São Paulo e Sul do Triângulo Mineiro - 2004
Período No de Residências No de Plantas
Contaminadas Erradicadas Contaminadas Erradicadas (*)
Janeiro a Março 5.771 3.269 10.860 10.282 (**)
Abril a Junho 1.146 2.273 2.161 6.740
Julho a Setembro 5.254 4.449 9.664 12.499
Outubro a Dezembro 3.825 4.302 5.678 11.873
  (*) - Plantas sem sintomas e próximas das contaminadas também são erradicadas.
(**) - Número de plantas erradicadas é menor que o número de plantas contaminadas porque ainda existem residências a serem erradicadas.
   

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