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Formas de disseminação |
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| A praga se espalha pelo pomar por meio do material
de colheita, roupas, homens, veículos, vento e mesmo pelo jato do pulverizador.
Por isso é muito importante fazer inspeções antes da colheita e da pulverização.
Vale salientar que a ocorrência da praga se dá em reboleira. |
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| Uma forma menos comum de disseminação é feita
por algumas espécies de formigas. Por se alimentarem do líquido açucarado
eliminado pela ortézia, elas podem transportar a praga de uma planta para
outra. |
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| O grande número de plantas hospedeiras (além
dos citros) pode facilitar a disseminação e recontaminação do pomar. Por
isso, em casos de infestação dos pomares, o ideal é eliminar as plantas
invasoras, nas reboleiras, para evitar que a cochonilha se hospede no mato. |
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Controle |
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| A ortézia, como outras espécies de cochonilhas,
tem uma característica que dificulta tanto o controle químico quanto o biológico.
Ela possui o ovissaco, câmara onde os ovos são depositados, que não é atingido
pelos inseticidas e nem atacado pelo seu inimigo natural, preservando os
ovos. |
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| Para um controle eficiente recomenda-se as
seguintes medidas: |
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Encontrar todos os focos de ortézia no talhão e/ou propriedade; |
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Controlar as plantas invasoras nos focos de ocorrência da praga e num raio
de pelo menos 20 m de distância. Essa medida serve também para localização
dos focos e checagem da eficiência do controle; |
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Aplicar inseticida de contato para eliminar as ninfas e adultos e/ou aplicar
inseticida sistêmico para controle das ninfas que estão protegidas no ovissaco
e que irão emergir após o término do resíduo do inseticida de contato. Deve-se
adicionar óleo mineral ou vegetal para melhorar a eficiência do controle; |
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Reaplicar inseticida após 20 dias para eliminar as reinfestações, no caso
da não utilização de inseticidas sistêmicos; |
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Caso a incidência seja muito grande, fazer uma terceira aplicação. |
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| Mesmo após este controle, é necessário continuar
o monitoramento do inseto. |
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Atenção
Antes da aplicação dos defensivos, solicite a orientação de um agrônomo
para conhecer as doses corretas, a garantia de registro, seletividade aos
inimigos naturais e uso de equipamentos de proteção. |
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Controle biológico |
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| Está sendo estudado por pesquisadores da Embrapa
Meio Ambiente, em Jaguariúna (SP). O inimigo natural é um fungo chamado
Colletotrichum gloesporioides, isolado Orthezia. Apesar de
não eliminar definitivamente a praga, porque não destrói o ovo, o fungo
ataca as formas jovem e adulta da ortézia, e reduz o número de cochonilhas
adultas. |
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| Em experiências de campo esse inimigo natural
reduziu em até 82% o número de insetos adultos e em até 84% a infestação
da praga. Os testes estão sendo feitos nas variedades de laranja Natal,
Pêra e tangerina Ponkan. Segundo pesquisadores da Embrapa, no futuro, esse
tratamento deverá fazer parte do manejo integrado de pragas e dispensar
o controle químico. |
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| Outra opção de controle biológico é a aplicação
do fungo Beauveria bassiana, que deve ser realizado no período das
chuvas. |