Declínio
 

Declínio
 
  O declínio não tem causa (etiologia) conhecida. É semelhante ao "citrus blight", "young tree decline" e "sand hill decline" descritos nos Estados Unidos desde de 1891 (Flórida, Texas, Louisiana e Havaí), ao "declinamiento" na Argentina, ao "marchitamiento repentino" no Uruguai e ao "sudden decline" na Venezuela. planta com sintomas de declínio
A estimativa é que a doença afete 5% das plantas do parque citrícola por ano.
Sintomas de declínio

Ocorrência
O primeiro caso da doença foi constatado em 1970, na Bahia. No Estado de São Paulo, o declínio apareceu em 1977 e, posteriormente, foi verificado em outros estados brasileiros.


Sintomas
O primeiro sintoma é murcha parcial ou total das folhas, causada pela incapacidade do xilema na condução de água. A absorção e transporte de água nas plantas com declínio são reduzidos ou quase nulos em relação aos de uma planta sadia. As folhas apresentam coloração verde opaca, sem brilho e com uma leve torção.
Em plantas com declínio, se verifica ainda:
Aparecimento de deficiência de zinco nas folhas e excesso nos vasos lenhosos;
Brotação de primavera retardada;
Florada atrasada com produção reduzida;
Queda de folhas em estágio mais avançado;
Brotação interna na copa;
Frutos miúdos e sem brilho, impróprios para o comércio;
A evolução da doença provoca a morte de radicelas
frutos menores e folhas murchas brotações internas desfolha
Frutos miúdos e folhas murchas Brotações internas Desfolha
 
Raramente ocorre a morte das árvores, podendo o estágio final da doença variar de meses a dois anos.
Os sintomas só foram verificados em árvores a partir de quatro anos de idade. Daí por diante, pode manifestar-se em árvores de qualquer idade. A maior incidência é entre 8 a 12 anos.

  Diagnóstico
Além da observação dos sintomas, o diagnóstico de uma planta com declínio também pode ser feito pelo teste da seringa. teste da seringa
Aplicação do teste da seringa
O método é utilizado para se determinar a velocidade de absorção de água pelo tronco injetando-se água por pressão.
Nas plantas sadias normalmente se consegue injetar 10 ml de água em 30 segundos num furo de 1/8 de polegada de diâmetro no tronco com uma seringa plástica sem a agulha.
Nas plantas doentes, esta absorção é muito reduzida ou nula.


Controle
A subenxertia com porta-enxertos tolerantes não têm mostrado resultados satisfatórios, por isso, recomenda-se a erradicação da planta doente e sua substituição por outra com porta-enxerto mais tolerante e que atenda às condições de clima e solo da propriedade.
  Variedades de porta-enxerto tolerantes e intolerantes
Copas Porta-enxertos
Intolerantes à doença Tolerantes à doença
 Laranja Doce
 Pomelo
 Limão Cravo  Tangerinas Sunki e Cleópatra
 Limão Rugoso  Laranjas azeda e doce Caipira
 Limão Volkameriano  Citrumelo Swingle
 Poncirus trifoliata e alguns de seus híbridos  Tangelo Orlando
 Citrange Carrizo  Limas
   Limões verdadeiros

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