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| Muitos desses insetos podem transmitir doenças
em diversas culturas. Um exemplo é a clorose variegada
dos citros (CVC) ou amarelinho - doença causada pela bactéria Xylella
fastidiosa, que vive nos vasos do xilema da planta. Para a sua disseminação
natural e inoculação em plantas, essa bactéria depende de insetos vetores,
que são algumas espécies de cigarrinhas. |
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| Além de viver nos vasos do xilema da planta,
a Xylella fastidiosa consegue sobreviver no aparelho bucal dessas
espécies transmissoras. Durante a sua alimentação, as cigarrinhas infectadas
podem inocular a bactéria nas plantas. Todas as fases de desenvolvimento
das cigarrinhas podem transmitir a bactéria, mas a fase mais importante
é a adulta. Ao adquirir a bactéria, as cigarrinhas adultas passam a transmiti-la
pelo resto de suas vidas. |
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| Com relação a preferência das cigarrinhas,
as mais abundantes na natureza se alimentam em gramíneas. Algumas, como
Bucephalogonia xanthophis, preferem plantas em viveiros e novos plantios.
Outras espécies apresentam hábitos arbóreos e se alimentam de plantas cítricas
maiores, como Dilobopterus costalimai, Oncometopia facialis,
Acrogonia citrina, Homolodisca ignorota, Acrogonia virescens
e Parathona gratiosa. |
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Oncometopia
facialis |
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| Prefere ramos mais desenvolvidos, mas não completamente
lenhosos, sendo encontrada com mais freqüência em ramos eretos. |

Adultos de Oncometopia facialis |
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| Os ovos são depositados lado a lado, em uma
única camada, e recobertos com cera pela fêmea. Normalmente, postos na face
inferior da folha. As ninfas são escuras ao nascerem do ovo. Essa fase tem
duração de 76 dias. A espécie tem asas de cor marrom com terminação transparente
e áreas douradas. Mede cerca de 1,1 cm e a característica marcante é a mancha
escura na parte posterior da cabeça. |
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| Ocorre na Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia,
Equador e Paraguai. |
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Bucephalogonia
xanthophis |
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| Essa cigarrinha tem importância especial porque
é muito encontrada em viveiros a céu aberto e, provavelmente, é a maior
responsável pela transmissão da doença para mudas. Também está presente
em plantas novas e na vegetação invasora do pomar. |

Adulto de Bucephalogonia xanthophis |
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| Os ovos são translúcidos e depositados em pares.
Preferencialmente, são postos nos ramos tenros da planta. De tamanho pequeno,
mede no máximo 0,5 cm de comprimento. Tem coloração esverdeada e a terminação
de suas asas é transparente. |
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| Ocorre na Argentina e no Brasil. |
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Plesiommata
corniculata |
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| É uma espécie abundante, facilmente observada
em gramíneas e está presente na planta cítrica. |

Adulto de Plesiommata corniculata |
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| Seu tamanho varia entre 0,4 cm e 0,7 cm de
comprimento. Caracteriza-se por apresentar coloração entre gelo e palha,
com nervuras marrons ou escuras nas asas. A coloração do corpo, abdômen
e pernas também é clara. |
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| Encontrada na Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa
Rica, Paraguai e Peru. |
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Armadilha adesiva amarela |
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| A sua distribuição deve ser uniforme pelo talhão.
O tamanho mais comum é 12x7cm. Elas devem ser colocadas preferencialmente
na face norte das plantas a uma altura de 1,5 a 1,8 m do chão. A sua duração
é de no máximo um mês e podem ser afetadas pela chuva e poeira. |

Armadilha adesiva amarela |
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| Entre as suas vantagens estão a possibilidade
de coleta constante e a indicação da movimentação e quantidade de cigarrinhas. |
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| O uso de armadilhas adesivas tem apresentado
resultados relativamente eficientes no monitoramento de insetos em pomares.
Com a nacionalização da armadilha amarela adesiva, os custos tornaram-se
acessíveis e pode ser uma grande ferramenta para monitoramento da praga. |
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| A sua eficiência pode ser influenciada
pela presença de brotações, mais atrativas às cigarrinhas do que a coloração
amarela da armadilha. Na ausência de vegetação, é um método de amostragem
superior aos demais. |
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Rede entomológica (puçá) |
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| É um método eficaz de amostragem e capaz de
capturar cigarrinhas que escapam à observação visual. Com a rede é possível
alcançar ramos mais altos da planta. |

Uso de rede entomológica |
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| Para uma amostragem confiável, prática e rápida,
o ideal é aliar a observação visual com a rede ontomológica. Num primeiro
momento pode-se visualizar os principais locais de preferência das cigarrinhas
e, posteriormente, usar a rede nos ramos novos e naqueles que estão eretos,
destacando-se da planta. |
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| O uso da rede deve ser feito de modo que ela
cubra rapidamente toda a extensão do ramo. A boca do puçá é torcida para
evitar a fuga das cigarrinhas. Em seguida agite o puçá ou o ramo para que
os insetos passem para a rede. Retire o puçá com cuidado e então registre
o número e as espécies capturadas. |
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| Como na observação visual, haverá
segurança razoável se a base de amostragem for de 1% a 2% das árvores com
uma boa distribuição no talhão. |
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Em pomares novos - até três anos de idade |
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| Nesse período o controle deve ser realizado
de forma preventiva para proteger a planta durante todo o ano, pois se a
laranjeira for contaminada nesse momento, praticamente estará perdida. O
controle pode ser realizado com a utilização de inseticidas sistêmicos no
período das chuvas, aliados à inseticida de contato no período seco do ano
ou pela utilização somente de inseticidas de contato. Nas duas estratégias
de controle deve-se levar em consideração o período de controle de cada
produto. |

Sintoma inicial de CVC
Perda de turgidez |
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| O controle deve ser mais rigoroso quando os
novos plantios estão próximos a pomares em produção contaminados. O fato
de um pomar estar isolado de outros não elimina a necessidade de controle
do vetor, pois tem-se constatado a presença de plantas doentes em áreas
de plantios relativamente isolados, mesmo com programas rigorosos de controle
das cigarrinhas. |
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| O reflexo do controle ineficiente,
não será notado de imediato, isso ocorre um a dois anos após, quando investiu-se
um grande montante no plantio e manutenção da muda. |
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| O controle do vetor também não
elimina a necessidade de vistoria do pomar e eliminação de plantas doentes. |
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| O plantio de mudas produzidas em
viveiro telado não significa que as mesmas serão resistentes às pragas e
doenças. Nessas também, o controle deve ser rigoroso e de forma sistemática. |
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Em plantas acima de quatro anos |
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| O controle deve ser realizado quando houver
a presença de, no mínimo, 10% das árvores vistoriadas, com pelo menos uma
cigarrinha, ou quando for constatada a presença de cigarrinhas na armadilha
adesiva amarela. |
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| Em pomares em produção, a pulverização pode
ser feita juntamente com o controle de outras pragas, diminuindo dessa maneira
os custos da aplicação. |
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| Em talhões com incidência da doença ou próximos a pomares com um grande número de plantas afetadas, pode-se adicionar inseticidas aos acaricidas que são utilizados, corriqueiramente para controle de ácaros, principalmente, nos períodos de grande pressão de praga (primavera/verão). Nos pomares com incidência da doença que estão próximos a pomares novos, pode ser feita a pulverização 30 m de borda para dentro do talhão velho. |