Departamento Científico
 

Departamento Científico
 
 

Um articulador de pesquisas
O Fundecitrus criou o Departamento Científico para ser uma interface entre os setores produtivo e de pesquisa, e um pólo de intercâmbio entre instituições e universidades para articular e realizar projetos científicos.

Desde a fundação em 1994, tornou-se um centro de excelência para a pesquisa de doenças e pragas de citros.

prédio do Departamento Científico
  O Departamento Científico custeia diversos projetos e tem o apoio das principais agências financiadoras de pesquisa do país. Essas parcerias possibilitam que o investimento anual do Fundecitrus de US$1,5 milhão em pesquisas seja multiplicado e atraia para os trabalhos científicos de citros, cientistas de renomadas universidades e instituições nacionais e internacionais.

  Formando profissionais para o futuro técnicos e bolsistas
Técnicos e bolsistas
Além de apontar soluções para os problemas sanitários da citricultura, o Fundecitrus tem contribuído para a formação de uma elite de cientistas, o que beneficia não só o setor citrícola, mas a ciência brasileira. O Departamento Científico conta com uma equipe de pesquisadores que trabalham em projetos desenvolvidos em seu Centro de Diagnósticos de Doenças e Pragas de Citros, localizado em Araraquara (SP). Essa equipe supervisiona e tem o apoio de técnicos e bolsistas do CNPq, da Fapesp, e do próprio Fundecitrus, que atuam em projetos.
 
O Fundecitrus também possui um programa de apoio à pesquisa em áreas prioritárias, como CVC, cancro cítrico, morte súbita dos citros (MSC), pinta preta, leprose, minador dos citros, bicho furão e greening.
 
CVC
CVC - frutos pequenos
cancro cítrico
Sintomas de cancro cítrico
morte súbita dos citros
Morte súbita dos citros
pinta preta
Sintomas de pinta preta
leprose
Sintomas da leprose
minador dos citros
Minador dos citros
bicho furão
Fruto com bicho furão
sintomas de greening
Planta com sintomas de greening
sintomas de greening
Sintomas da greening em frutos
 
Os estudos são desenvolvidos em parceria com diversas universidades e institutos de pesquisas nacionais e internacionais. Com esse intercâmbio com a comunidade científica, o Fundecitrus obtém maior agilidade na busca de soluções para os problemas de sanidade do parque citrícola brasileiro.

  Informação no campo
A missão do Fundecitrus é manter a sanidade dos pomares de cítricos. Para isso é preciso que os resultados das pesquisas cheguem ao citricultor, objetivo que está sendo alcançado pelo estreitamento da relação pesquisa/setor produtivo, por meio da difusão de informações promovida por uma cadeia de comunicação eficiente, através do qual as tecnologias geradas são repassadas ao campo. Além disso, a ação da instituição também promove e projeta a pesquisa científica brasileira. Os resultados das pesquisas estão no campo, auxiliando os citricultores.
Com as descobertas dos pesquisadores, por exemplo, foi possível definir um pacote tecnológico para o manejo da CVC, que começa com o plantio de mudas sadias, controle da população de cigarrinhas e poda ou erradicação das plantas doentes. Todas as medidas que vem sendo feitas, ajudam a minimizar os prejuízos causados pela doença.
 
mudas sadias sintomas de CVC armadilha adesiva amarela
Produção de mudas sadias Frutos com sintomas de CVC Armadilha adesiva para cigarrinhas
 

As pesquisas também ajudaram a modificar o sistema de produção de mudas, justificando a necessidade da utilização de telas anti-afídicas, entre outras medidas. São recomendações fitossanitárias de pesquisadores que foram comprovadas no campo e garantidas por lei.

Com o monitoramento do bicho furão, por meio da utilização de armadilhas com feromônio sintético, os citricultores sabem o momento mais apropriado para a aplicação de defensivos, evitando prejuízos ambientais e econômicos.
 
viveiro telado armadilha para monitoramento do bicho furão pastilha de feromônio
Viveiro Telado Armadilha para monitoramento do bicho furão. Ela contém uma
pastilha de feromônio sintético para atrair as mariposas macho.
 
A metodologia aplicada para a inspeção e erradicação do cancro cítrico também veio das pesquisas. Mesmo com os bons resultados, continua a investigação de medidas para a diminuição da incidência da doença.
O Fundecitrus montou um campo experimental em Ilha Solteira para os estudos. Além dos experimentos sobre cancro cítrico, o local funciona como um centro de treinamento para inspetores, aprimorando as técnicas de diagnóstico específicas para detecção e identificação da bactéria.
Outra ação do Fundecitrus para o controle da doença foi a importação importação de Ageniaspis citricola, principal inimigo natural do minador dos citros, praga que facilita a contaminação dos pomares pela bactéria do cancro cítrico.
 
inspeção experimento em Ilha Solteira galeria do minador e inimigo natural
Inspeção de pomares Experimento em Ilha Solteira Galeria do minador com cancro cítrico e a vespa Ageniapsis citricola - inimigo natural do minador
 
Nos estudos preliminares sobre morte súbita dos citros (MSC), os resultados no campo são promissores. A técnica da subenxertia, que substitui o porta-enxerto das plantas, mostrou-se eficiente na recuperação de copas de árvores com sintomas iniciais da doença. O Fundecitrus também conseguiu comprovar que a MSC é causada por um agente infeccioso e que pode ser transmitida por enxertia.
 
plantio de cavalinho sub-enxertia
Plantio de cavalinho Subenxertia Talhão em área afetada pela MSC (*)
(*) Talhão de laranjeira Hamlin sobre limoeiro Cravo. A parte superior foi subenxertada com citromelo 'Swingle'. A parte inferior, não subenxertada, teve alta perda de plantas pela MSC.
 
Esses são apenas alguns exemplos de estudos que resultaram em aplicações práticas no campo, hoje utilizadas em larga escala pelos produtores. Existem dezenas de doenças e pragas ainda não relatadas no Brasil. O papel do Fundecitrus é tornar a citricultura cada vez mais preparada para lidar com elas, caso venham a ser introduzidas no país.
 


Parcerias do Fundecitrus
 
Nacionais:
APTA (Agência Paulista de Tecnologia Agropecuária)
EECB (Estação Experimental de Citricultura de Bebedouro)
EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)
GRAVENA-ManEcol Ltda
IAC (Instituto Agronômico de Campinas)
IAPAR (Instituto Agronômico do Paraná)
IB (Instituto Biológico)
ITAL (Instituto Tecnologia de Alimentos)
UFPR (Universidade Federal do Paraná)
UFSCar (Universidade Federal de São Carlos)
UFV (Universidade Federal de Viçosa)
UNICAMP (Universidade de Campinas)
UNESP (Universidade Estadual Paulista)
USP (Universidade de São Paulo)
Internacionais:
CAPESPAN - África do Sul (Outspan Citrus Center)
CIRAD - França (Centre de Coopération Internacionale en Recherche Agronomique pour le Developpement)
INRA - França (Institute National de la Recherche Agronomique)
INTA - Argentina (Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuaria)
IVIA - Espanha (Instituto Valenciano de Investigaciones Agricolas)
UC - EUA (University of California - Berkeley)
UF - EUA (University of Florida - Lake Alfred)
USDA - EUA (United States Departament of Agriculture)
Agências Financiadoras:
CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico)
Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo)
Finep (Financiadora de Estudos e Projetos)
 


Centro de Diagnósticos de Pragas e Doenças de Citros
 

O Fundecitrus possui um Centro de Diagnósticos de Pragas e Doenças de Citros, localizado em Araraquara (SP).

A equipe, composta por pesquisadores e auxiliares de pesquisas, trabalha em projetos que buscam soluções para os problemas fitossanitários da citricultura.

Centro de Diagnósticos de Pragas e Doenças de Citros
 
O avanço tecnológico na citricultura nacional, impulsionado pelas inúmeras pesquisas realizadas no setor, e a necessidade de locais adequados para realização de testes diagnósticos incentivaram o Fundecitrus a ampliar o seu Centro de Diagnósticos em 1999, num investimento de cerca de R$500 mil. Parte da estrutura foi financiada pela Fapesp.
O Centro de Diagnósticos de Pragas e Doenças de Citros abriga os mais avançados equipamentos para diagnósticos de doenças, tornando-o um dos maiores do mundo em pesquisas exclusivas de doenças e pragas em citros. É composto por um laboratório de 470 m2 e três casas de vegetação climatizadas. Nesses espaços são conduzidos trabalhos que dão suporte para pesquisas feitas no Fundecitrus e, em várias outras instituições.
A principal atividade do laboratório é a realização dos testes para diagnósticos de doenças e auxílio em diversas áreas de pesquisa. Para garantir alto nível de precisão nas análises, foram adquiridos equipamentos de última geração e todo o espaço foi projetado com o objetivo de proporcionar assepsia total.
 
sala geral sala de preparo de amostras teste de diagnóstico
Centro de Diagnósticos - sala geral Sala de preparo de amostras Teste de diagnóstico
Os materiais vegetais que chegam ao laboratório são levados à sala de preparo de amostras, onde são preparados para análise. É o primeiro passo para o diagnóstico de doenças. Depois de prontas, as amostras passam por um dos três tipos de testes de diagnóstico usados pelo Centro: PCR (mais sensível), microscopia ótica e ELISA. O tipo de teste de diagnóstico é definido conforme o trabalho a ser realizado.
 
Pesquisadores no laboratório do Centro de Diagnósticos
O laboratório possui uma área dedicada à Entomologia onde os pesquisadores realizam experimentos com insetos importantes na disseminação de doenças, como as cigarrinhas transmissoras da bactéria causadora da CVC, por exemplo.
A estrutura também abriga câmaras de crescimento, com as quais é possível testar os efeitos da temperatura, umidade, luminosidade, condição nutricional e estresse hídrico sobre o desenvolvimento de doenças e pragas em citros. Este projeto foi financiado pela Fapesp.
 
sala de entomologia sala de entomologia cigarrinha - Parathona gratiosa
Sala de entomologia, onde são realizados experimentos
com insetos importantes na disseminação da CVC
Parathona gratiosa, uma das cigarrinhas transmissoras da CVC
 
Casas de vegetação
O Centro possui três casas de vegetação, onde são realizados vários experimentos com a bactéria Xylella fastidiosa, como o desenvolvimento do teste de patogenicidade da bactéria e sua transmissão por cigarrinhas. Com temperatura controlada, as casas de vegetação são utilizadas para estudos patológicos, etiológicos e ecológicos das doenças de citros.
 
casa de vegetação casa de vegetação casa de vegetação
Casa de vegetação Casa de vegetação Casa de vegetação - interior
 

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