Levantamento realizado pelo Fundecitrus entre os meses de maio e julho de 2010 apontou que o Greening já atingiu 38,8% dos talhões dos pomares paulistas.

O número representa um aumento de 56% em todo o Estado de São Paulo comparado com o ano anterior. Em 2009, a doença estava presente em 23 mil talhões, este ano, em 36 mil.

Apesar desse crescimento em talhões, a incidência da doença nas árvores ainda é baixa, o que aponta a necessidade de intensificar o manejo adequado para o controle do Greening. Em todo o parque citrícola o índice de plantas doentes atingiu 1,87%.

O Greening aumenta porque alguns produtores ainda não fazem o manejo, outros começam tardiamente e alguns, que adotam as medidas, sofrem com vizinhos que não realizam o processo.

Pesquisas apontam que o quanto mais cedo o citricultor iniciar o manejo, melhor será o controle da doença. Um estudo recente realizado pelo Fundecitrus provou que a adoção do manejo regional, feita em conjunto por propriedades vizinhas, tem mais eficácia.

É preciso intensificar o manejo adequado da doença que envolve basicamente três ações:
• erradicação de plantas doentes
• controle do inseto vetor, o psilídeo Diaphorina citri, e
• constantes inspeções no campo, além do uso de mudas sadias e certificadas.

 
Greening em números
36 mil talhões contaminados do total de mais de 93 mil fiscalizados.
Região Central: a mais afetada
- 61,7% de talhões contaminados
- 3,5% de plantas doentes
Região Sul
- 44% de talhões contaminados
- 2% de plantas sintomáticas
Região Oeste
- 21,4% de talhões contaminados
- 0,34% de plantas doentes
Região Norte
 - 16,4% de talhões contaminados
- 0,39% de plantas doentes
Região Noroeste: a menos afetada
- 2,4% de talhões contaminados
- 0,05% de plantas com sintomas

 
 
 
 
 
Levantamento amostral
O levantamento amostral de Greening foi realizado por 140 inspetores, que percorreram mais de 7 mil talhões, inspecionando 10% das árvores.
A partir do cadastro de propriedades foi feito o sorteio de uma amostra de talhões a serem inspecionados considerando variedades (pera, hamlin, valência e natal), ano de plantio e regiões.
A metodologia desenvolvida para elaboração do levantamento amostral de greening foi realizada juntamente com o professor José Carlos Barbosa, do Departamento de Estatística da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp, em Jaboticabal.
 
Ações do Fundecitrus
Para tentar frear o avanço da doença dentro do parque citrícola paulista, o Fundecitrus desenvolve diversas ações por meio da sua equipe de conscientização. Os engenheiros da entidade ficam à disposição dos produtores para realizar palestras, reuniões, treinamentos e dar todas as orientações necessárias para o combate de doenças e pragas dos citros.
 
Outro trabalho é a organização dos citricultores em grupo para facilitar a adoção do manejo regional. Em todo o Estado, são 110 alianças, que recebem apoio da equipe da entidade. Os Dias de Campo, promovidos anualmente, também levam o conhecimento até os produtores. Este ano, três eventos já foram realizados e, até o final de novembro, serão feitos mais sete.
 
Além do trabalho de conscientização, o Fundecitrus está desenvolvendo diversas pesquisas sobre o manejo e controle do greening, buscando a compreensão da doença e soluções práticas para o campo.
 

 

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