Estudo realizado pelo Fundecitrus mostrou que o manejo regional, realizado em conjunto por propriedades vizinhas, é mais eficaz do que o manejo local, restrito a apenas uma propriedade. |
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O experimento, iniciado em 2005, trabalhou com duas situações diferentes na região de Araraquara:
1. pomar recém plantado cercado por pomares que realizam o controle do vetor e a eliminação de plantas com sintomas de greening; e
2. pomar recém plantado cercado por pomares comerciais com alta incidência da doença.
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| Em ambos os casos, o estudo avaliou diferentes frequências de eliminação de plantas doentes e de pulverizações para o controle do inseto transmissor da doença, o psilídeo Diaphorina citri. |
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Na área experimental onde foi feito o manejo regional, a doença apareceu um ano mais tarde do que na área somente com controle local e cercada por pomares sem controle do greening.
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Outros benefícios do manejo regional do greening apontados pelo estudo foram:
1. redução da população de psílideos, principalmente os infectivos, ou seja, capazes de transmitir o greening, e, principalmente,
2. redução da incidência da doença, que foi ser 15 vezes menor.
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Após quatro anos do plantio do experimento, 44% das plantas das parcelas com apenas controle local do greening apresentaram sintomas da doença, enquanto que apenas 3% se tornaram sintomáticas nas parcelas localizadas sob manejo regional.
O estudo mostrou ainda que o controle local reduz significativamente as infecções secundárias (aquelas que acontecem dentro da própria propriedade), porém não consegue combater, de maneira efetiva, as infecções primárias pelos psilídeos que chegam da vizinhança (infecção primária).
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Veja os principais pontos mostrados pela pesquisa:
• Em locais de manejo regional, a epidemia pode começar mais tarde;
• Devido à grande mobilidade dos psilídeos, a eliminação apenas local de plantas doentes não é suficiente para a redução do greening dentro da propriedade sujeita a frequentes visitas de psilídeos de outros pomares. Entretanto, a eliminação regional de plantas doentes tem grande efeito para diminuir a incidência da doença.
• O controle local do vetor com uso de inseticidas recomendados são eficientes na redução da população do psilídeo, mas não impede totalmente a infecção primária, causada por insetos que vêm de outras propriedades. Entretanto, quando o controle é regional, a população de insetos infectivos capazes de transmitir o greening cai drasticamente, reduzindo significativamente as infecções primárias;
• As duas medidas de manejo do greening (controle do vetor e eliminação de plantas doentes) devem ser integradas pois se complementam para o controle da doença.
• Quanto maior a área de manejo regional, mais fácil e eficiente será o controle;
• A chave para o controle do greening está em evitar que o psilídeo tenha acesso e se procrie em plantas doentes onde quer que elas estejam. Por isso, é necessário fazer: inspeções de plantas e de psilídeos, erradicação de plantas doentes e controle do vetor.
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