Em entrevista à Revista Citricultor, o novo coordenador da Defesa Agropecuária de São Paulo (CDA), o médico veterinário Heinz Otto Hellwig fala das perspectivas e dos principais desafios para a citricultura.
Na função desde agosto de 2011, já exerceu o cargo de setembro de 2003 a setembro de 2004. Confira:
Revista Citricultor: Quais são os principais desafios da CDA com relação à citricultura?
Heinz Otto Hellwig: Nosso desafio é manter a sanidade do parque citrícola, atuando com medidas eficazes, que venham inserir os produtores no manejo do pomar de forma completa e definitiva para controlar doenças, principalmente, como o greening e o cancro cítrico.
Citricultor: O grande desafio fitossanitário do momento é a luta contra o greening. O que pode ser feito para tornar a batalha mais fácil?
Hellwig: A saída definitiva para enfrentar o greening é o desenvolvimento de cultivares de citros resistentes. Esta solução ainda pode demorar anos e, sendo assim, temos que conscientizar o produtor a cumprir a legislação vigente, que visa à erradicação da fonte de inóculo e a exclusão da doença.
Citricultor: Como o senhor enxerga o problema?
Hellwig: Apesar de todo o empenho, houve um aumento na ocorrência da doença, segundo o Fundecitrus. É o momento de unir forças, apostar na educação sanitária para difundir conhecimentos e informações sobre o greening, realizar os levantamentos e fazer treinamento de inspeção e identificação de sintomas. Tudo isso, aliado à legislação vigente, ajuda o produtor a adotar práticas que possibilitem a viabilidade da cultura. Além disso, estamos reunindo uma equipe para avaliar a situação da ocorrência da doença e quais metodologias adotar para tornar mais eficiente o seu controle.
Citricultor: Como os relatórios semestrais podem contribuir?
Hellwig: Mais de 95% dos citricultores entregaram o relatório semestral de inspeção e eliminação de plantas, mostrando que as ações da Defesa Agropecuária contribuíram para a conscientização do produtor. O único meio são as ações de manejo do pomar. Monitorar a população do vetor e eliminar as plantas doentes, para que não contaminem outras. Por isso, a importância de fazer um controle coletivo e inspeções constantes, no mínimo duas por semestre.
Nova diretoria CDA
• Coordenador: Médico veterinário Heinz Otto Hellwig
• 1º Coordenador Substituto: Engenheiro agrônomo José Angelo Calafiori
• Diretor do Grupo de Defesa Sanitária Vegetal: Engenheiro agrônomo Euclides de Lima Moraes
Filho
• Diretor do Centro de Defesa Sanitária Vegetal: Engenheiro agrônomo Vicente Paulo Martello